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15/12/2015 00:00:00

Professor da Fasipe, designer 3D reconstrói rosto de Santa Paulina

Autor: José Roberto Gonçalves

A primeira santa brasileira ganhou novas feições. A face de Santa Paulina foi reconstruída a partir de técnicas forenses e em 3D pelo designer e professor do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Fasipe, Cícero Moraes.

A nova imagem faz parte das comemorações dos 150 anos do nascimento de Paulina, nascida na Itália (mas vida e obra no Brasil), beatificada por São João Paulo II, em 1991 (Florianópolis), e canonizada em 2002, no Vaticano. Nova porque haviam imagens do século passado que retratavam Madre Paulina, mas sem representar uma de suas principais características: o coração plácido.

“Na verdade, a reconstrução trouxe à tona uma face mais compatível com o que ela era em vida. Alguém que escreve: ‘Nunca, jamais desanimeis, embora venham ventos contrários’, só poderia ter um coração plácido. O leve sorriso reflete isso”, explicou Cícero Moraes.

 

DIVULGAÇÃO

A Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição lançou oficialmente no último domingo (13) a imagem da reconstrução facial em 3D de Santa Paulina, feita por Cícero Moraes, de Chapecó. O lançamento foi em São Paulo, onde a religiosa morreu. Serão confeccionados ainda dois bustos em tamanho real com a imagem, ficando um na capital paulista e outro em Nova Trento/SC, onde a madre italiana foi radicada e iniciou a obra de fé.

 

VIDA E OBRA

Nascida no dia 16 de dezembro de 1865, em Vígolo Vattaro, Trentino Alto Ádige, no norte da Itália, recebeu o nome de Amábile Lúcia Visintainer. Era a segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer. Imigrante italiana radicada no Brasil desde os nove anos de idade, Santa Paulina adotou o Brasil como sua pátria e os brasileiros como irmãos.

Em 1918, Santa Paulina é chamada a viver na sede Geral da Congregação, onde testemunha uma vida de santidade e ajuda na elaboração da História da Congregação e no resgate do Carisma fundante. Acompanha e abençoa as Irmãs que partem em missão para novas fundações. Alegra-se com as que são enviadas aos povos indígenas em Mato Grosso, em 1934. Rejubila-se com o Decreto de Louvor dado pelo Papa Pio XI, em 1933, à Congregação.

Santa Paulina morre aos 76 anos, na Casa Geral em São Paulo, dia 9 de julho de 1942, com fama de santidade; pois viveu em grau heróico as virtudes de fé, esperança e caridade e demais virtudes.

 

BEATIFICAÇÃO E CANONIZAÇÃO

Para a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, a comemoração dos 10 anos de Canonização (em 2012) faz recordar todo o processo de beatificação e canonização de Santa Paulina. O primeiro milagre foi registrado em Imbituba/SC, no qual foi reconhecida a cura instantânea, perfeita e duradoura de Eluíza Rosa de Souza, que possuía uma doença complexa: a morte intrauterina do feto e sua retenção por alguns meses; extração com instrumentos e revisão do útero, seguida de grande hemorragia e choque irreversível. O caso foi discutido e, posteriormente, o Santo Padre ratificou em decreto aprovando as conclusões da Congregação para as Causas dos Santos.

Já o segundo milagre comprovado ocorreu com a menina Iza Bruna Vieira de Souza, de Rio Branco/AC. Ela nasceu com má formação cerebral, diagnosticada como “meningoencefalocele occipital de grande porte”. No 5º dia de vida, foi submetida, embora anêmica, a uma cirurgia e, depois de 24 horas, apresentou crises convulsivas e parada cardiorrespiratória.

A avó da menina, Zaira Darub de Oliveira rezou à Madre Paulina durante toda a gestação da filha e também durante o período no Hospital. A menina Iza Bruna foi batizada no próprio Hospital, dentro do balão de oxigênio, e logo se recuperou. A cura foi atestada pelo Santo Padre e, no dia 19 de maio de 2002, o Papa João Paulo II canonizou Santa Paulina, reconhecendo suas virtudes em grau heróico: humildade, caridade, fé, simplicidade, vida de oração, entre outras.

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