Entenda como a indexação na base alemã BASE coloca nossos acadêmicos no radar global e como a inteligência artificial virou nossa aliada na produção científica.
Nosso setor de Marketing e Comunicação do Grupo FASIPE Educacional tem uma notícia mais que especial para nossos acadêmicos e para toda a comunidade científica: nosso Portal de Periódicos subiu de nível, e não foi pouco!
Sabe aquele TCC suado ou aquele artigo que você começa a rascunhar logo no primeiro semestre? Pois é, agora ele ganhou uma vitrine gigante. Batemos um papo incrível com a Professora Ana Flávia Soares, da Regulação, e com o nosso bibliotecário Henrique Monteiro, e eles nos contaram que o Portal de Periódicos da Faculdade FASIPE foi oficialmente aceito como fornecedor de conteúdo na BASE (Bielefeld Academic Search Engine).
Para quem não é da área e está se perguntando o tamanho disso: a BASE é mantida pela Universidade de Bielefeld na Alemanha e é simplesmente uma das maiores e mais respeitadas bases de dados científicos do mundo, que indexa mais de 12 mil fontes de conteúdo com quase meio bilhão de artigos indexados! Isso significa que a gente rompeu as fronteiras do Mato Grosso. Como a Ana Flávia nos explicou com toda empolgação merecida, agora nossa visibilidade é "extra país". Se um pesquisador lá na Europa buscar sobre um tema que você estudou aqui, o seu trabalho pode aparecer como referência para ele. E isso, por si só, é de brilhar os olhos.
Mas não é só sobre "fama" acadêmica, não. O Henrique nos deu o caminho das pedras: estar nessa base "sobe a nossa régua". O rigor científico aumenta e, consequentemente, o valor do seu currículo também. E a Ana frisou: o sucesso já é real, afinal, nossa revista de Direito, a REMAD, já alcançou o Qualis B2, um selo de excelência nacional em apenas três anos de existência!
E para quem treme só de ouvir falar em normas da ABNT, a Biblioteca da FASIPE trouxe o futuro para o presente: eles desenvolveram um Assistente Virtual de Normas para tirar as dúvidas mais comuns da produção científica. Ele não vai escrever por você, mas vai tirar todas as suas dúvidas sobre formatação e citações em segundos. É a tecnologia tirando o peso da burocracia para você focar no que importa: a sua pesquisa.
O link para acessar esse Assistente Virtual é este aqui: https://notebooklm.google.com/notebook/f1e4945b-2b9c-4366-b0dc-d5e6df3eab21
E o link para conhecer nosso Portal de Periódicos para conhecer nossas seis revistas científicas é este: https://revistas.fasipe.com.br/
Dica extra: ao acessar o Portal de Periódicos, no lado direito da tela, há um mapa clicável onde você consegue verificar todos os países que estão acessando as nossas revistas.
Saímos dessa conversa com a certeza de que produzir ciência não é só cumprir tabela. Como o Henrique bem disse, você pode apenas passar pela faculdade, ou pode fazer a faculdade passar pela sua vida e deixar sua marca registrada no mundo.
Agora, com toda essa ponte já construída, só falta você atravessar.
CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA
Patrícia: Ana, Henrique, muito obrigada por nos concederem esta entrevista, e para começarmos, para quem não conhece, o que é a BASE?
Henrique: A BASE (Bielefeld Academic Search Engine) é uma das maiores bases de dados acadêmicas e científicas do mundo, de forma global, mantida pela Universidade de Bielefeld da Alemanha. Ela é de acesso gratuito e possui quase meio bilhão de artigos indexados.
Patrícia: E como foi o processo para a FASIPE ser aceita nela?
Henrique: O processo começou em março, quando preenchi uma solicitação técnica; após uma avaliação criteriosa do nosso portal e das revistas, fomos aceitos na primeira semana de maio.
Patrícia: Professora Ana, o que essa indexação representa para nós, como instituição e para quem publica em nossas revistas?
Professora Ana: Para nós, significa reconhecimento. É mais um passo para que nossas produções tenham maior alcance e visibilidade para quem publica conosco. Saímos de uma visibilidade regional, de nível Mato Grosso para uma visibilidade "extra país", fortalecendo a internacionalização da instituição.
Patrícia: Essa indexação muda alguma coisa na prática para os pesquisadores? Ela aumenta a competitividade e o rigor dos trabalhos?
Professora Ana: Teoricamente, o processo interno não muda, mas a responsabilidade aumenta. Agora precisamos de um conselho editorial muito mais atento para buscar as melhores pesquisas, pois nossos trabalhos serão usados como referências globais.
Henrique: Exatamente. Ao sermos indexados por bases tão grandes, a "régua" sobe. Passamos a exigir maior qualidade na redação e na pesquisa para manter o rigor técnico e científico. Isso garante que o que o aluno produz terá visibilidade real onde os pesquisadores do mundo todo buscam informação.
Patrícia: Quais são as revistas que compõem o nosso portal hoje e quem pode publicar nelas?
Professora Ana: Temos seis áreas: Odontologia e Saúde; uma geral para Saúde; Arquitetura e Engenharia; Gestão, Inovação e Comunicação; Direito; e agora Ciências Agrárias. A revista de Direito (REMAD), inclusive, já alcançou o Qualis B2, um padrão nacional de referência em apenas três anos.
Henrique: Nossas revistas abrangem todos os cursos ofertados pela faculdade. Elas são de acesso aberto total, o que é um diferencial: não cobramos taxas de APC (Article Processing Charge em português, Taxa de Processamento de Artigo) dos autores para submeter ou publicar, nem dos leitores para acessar, um custo que a própria faculdade assume para fomentar a pesquisa. Além disso, são abertas a pesquisadores externos de outras instituições públicas ou privadas.
Patrícia: A partir de quando o acadêmico pode publicar e quais as vantagens disso para a carreira e o currículo?
Professora Ana: O acadêmico pode começar desde o primeiro semestre, desde que acompanhado por um professor orientador. Cerca 90% das nossas publicações vêm dos TCCs e do processo de iniciação científica. Isso confere pontos em concursos públicos, facilita a entrada em mestrados e doutorados e traz reconhecimento profissional.
Henrique: Produzir ciência é deixar um legado. É fundamental que o aluno saia daqui sabendo escrever um artigo para postular uma pós-graduação. Isso abre portas no mercado de trabalho e materializa para o MEC que a faculdade pratica, de fato, o tripé ensino, pesquisa e extensão.
Patrícia: Henrique, para facilitar esse processo de criação das pesquisas científicas, vocês criaram, como iniciativa da Biblioteca FASIPE, um assistente virtual. Me conta um pouco mais sobre ele e sobre como ele funciona?
Henrique: Criamos um assistente utilizando o NotebookLM do Google para auxiliar o aluno com as normas da ABNT e o manual da faculdade. Ele concentra todas as informações de formatação, citações e referências em um só lugar, onde o aluno pode tirar dúvidas de forma rápida.
Patrícia: Professora Ana, e me conta, o que você achou desse Assistente Virtual de Normas, qual a sua opinião sobre essa ferramenta desenvolvida?
Professora Ana: Eu achei incrível. É um diferencial que traz agilidade. Importante salientar que ele não faz o trabalho pelo aluno, mas resolve dúvidas como "qual o espaçamento usar?" ou "como citar esta fonte?", melhorando a qualidade final dos nossos trabalhos científicos.
Patrícia: Mais uma iniciativa que comprova o comprometimento da Faculdade FASIPE com a produção científica. Mas agora voltando para a indexação, eu quero saber, como vocês receberam essa notícia?
Professora Ana: Eu pulei de alegria! É muito gratificante ver que em tão pouco tempo já colhemos frutos tão positivos. Os parabéns são, principalmente, para os nossos acadêmicos e professores, que são os protagonistas das pesquisas.
Henrique: Ficamos muito contentes. É a evolução de um processo que nos permite alcançar novos horizontes e elevar cada vez mais a qualidade do ensino de pesquisa na instituição.